Aglehg's Blog

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OMG brilliant!

“I JUST NEED A PROGRAMMER”

is the tittle of this brilliant reflexion on the community’s view of the programmer…. and the reality of it’s existence.

http://www.cs.uni.edu/~wallingf/blog/archives/monthly/2010-12.html#e2010-12-01T15_45_40.htm

On the other hand I love the way it also reflects the more general principle that everyone values most, what he/she has more and better of.

which finally brings me back to this question that has stolen my sleep time:

How do you know the value of something?

To which I now stand with the following hypothesis:

The value of something is the highest value, by which someone else would still buy it. Given that you don’t consider ethics.

I have absolutely no idea of how to formulate an abstraction of it when you insert that nagging factor of ethics.

Filed under: e-moções, oikonomía, webdev

End day

I once read somewhere that a programmer is machine that transforms coffee in code… and eventually I fought in the company where I’m working to do just that… – I need focus on finishing that damn graduation… – I though

result => waste a lot more time codding because I’m totally out of the design.. so I have to work twice as hard to understand it… and deal with the fact that often I disagree with it, in a : as much passive way as possible… which is not much good for my stomach. It’s the trouble of being a girl I guess.. I get emotionally attached to the projects.  Like if each one of them was a child I wanted to see grow healthily..

Really.. I hate this pressure of “start coding” “start coding”.  Years of documentation on the importance of design… From my current knowledge…  mostly read, preached and applied in universities. Occasionally used in companies with university related people…   And pretended to be true else where.

Lesson learned: the more levels you have between the people that are implementing the request, and the person requesting.. the further away from it is the result. Do you know that game… tell a tale, to someone that tells the tale.. that tells the tale… make it circle around a table..

So far the best method, which I have only been able to apply for small free lance projects I did on the side. Seems to be a sort of “Iterative” development.

1º Request Requisites

2º Reply Interpretation of requisites with sketch design, as little implementation details as possible

3º Confirmation from client, with notes. Usually there are always corners that are bent.

4º Implementation of requisites

5º Submit to client evaluation. (you can call this the alfa )

6º Client inputs back changes  Repeat steps 4,5,6 until everyone is happy

It is more important to understand the problem, than to figure out ways of solving it. ‘Cause most of the time, you end up solving the wrong problem. To try to know everything from the beginning is just.. plain stupid. But you need to be very careful not to do the opposite. Which is why I like that feedback method. It’s not a conversation. It is an independent swap of readings of the problem. No one is in the way of anyones reasoning. So the odds of escaping comprehension are smaller.

I guess there’s a reason why big company’s use SRS’s… 

2.4 General Constraints

well it was done,  generally…

 

 

Filed under: e-moções, webdev

it’s my birthday

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa como uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar pela vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco,
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui – ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas – doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado –,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…

{Álvaro de Campos, Poemas}

 

Eu e o Álvaro temos quase tudo em comum, com grande destaque a dar ao facto de não passar-mos do produto da imaginação de alguém, um produto tão forte que é capaz de envenenar a consciência da pessoa que imagina a ponto de ela já não saber que se imagina.

Filed under: e-moções